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Equipamentos - Field Target
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CARABINAS
Podemos classificar as carabinas de ar comprimido, se acordo com a forma como impulsionam o projéctil, assim temos:
- Carabinas piston/mola (Springer);
- Carabinas de ar pré comprimido (PCP).

Carabinas de Mola Piston: Funcionam pela compressão de uma mola, quando se arma a carabina. Esta acção é feita pelo próprio cano ou no caso das armas de cano fixo por uma alavanca sob o cano.
Estas são as carabinas mais populares, existindo no mercado uma grande variedade de opções de diferente qualidade e preços.
A grande diferença das armas de mola para as PCP é que no momento do disparo o gatilho liberta a mola e esta ao distender-se produz vibrações na arma que serão maiores ou menores de acordo com a qualidade da arma.
Uma carabina de entrada de gama pode custar menos de 100€ enquanto que uma carabina de topo pode facilmente ultrapassar os 500€.
Optar por estas carabinas (mola) tem duas vantagens, o investimento inicial é mais reduzido (não necessita bomba ou garrafa de ar comprimido), devido ao seu funcionamento tecnicamente mais exigente irá constituir uma boa "escola" para quem quer evoluir na prática do tiro com ar comprimido.
Carabinas de ar pré comprimido (PCP):
Nestas carabinas, o ar está precomprimido num reservatório que faz parte de carabina (tipicamente o reservatório acompanha o cano da carabina). Quando accionamos o gatilho, desencadeamos um mecanismo que abre uma válvula libertando a quantidade de ar suficiente para impulsionar o projéctil. A pressão do ar no reservatório pode ser de 200 ou 300 bar, dependendo do fabricante.
Para as recarregar, será necessário dispor de uma bomba de ar própria para o efeito ou de uma garrafa de mergulho.
Esta é o tipo de carabinas mais utilizado em todas as modalidades de tiro com ar comprimido, tiro olímpico, field target ou benchrest.
A grande vantagem destas carabinas é a maior precisão que se consegue obter ao não haver peças moveis a comprimir o ar.
São carabinas mais evoluídas e logo mais caras que as armas de mola. Uma carabina de gama de entrada custa mais 500€ e uma de topo pode chegar aos 2000€.
Video - Carabina Topo de Gama para o Field Target da marca Steyr
MIRA TELESCÓPICA
No prática de Field Target é imprescindível o uso de mira telescópica, por um lado para poder ver o alvo que pode estar a 50 metros e à vista desarmada seria quase impossível identificar a "Kill Zone", por outro como ferramenta para avaliar a distância a que o alvo se encontra, informação fundamental para saber como apontar ou que descontos fazer. É tão importante comprar uma boa carabina, como uma boa mira.
A mira telescópica consiste num tubo geralmente de alumínio, com uma óptica interior. Os fabricantes identificam as miras de acordo com um código que vem inscrito na própria mira, por exemplo:
Nikko Stirling 10-50x60 SF
significa que é uma mira da marca Nikko Stirling, que faz de 10 a 50 aumentos (zoom) e que tem uma objectiva de 60mm de diâmetro (quanto maior melhor uma vez que permite maior entrada de luz). Finalmente, "SF" significa que é uma mira com "Side Focus" ou seja que tem uma roda de focagem lateral.
Fig. 1 - Mira Nikko Stirling Diamond 10-50x60 SF
No interior, quando se olha pelo óculo vê-se tipicamente uma cruz (retículo) que serve de referência para apontar a carabina, note que existem retículos com os mais variados designs e aplicações, no entanto para FT o mais utilizado é o mil-dot.
Fig. 2 - Visão pelo interior de uma mira com vários pontos de referência
MONTAGENS
Para usar a mira na carabina necessita ainda de umas montagens de qualidade, peças que seguram a mira sobre a carabina e que devem ter dimensão adequada a mira, seja a medida do tubo da mira seja a altura das mesmas para que a objectiva da mira não toque na cano.
Fig. 3 e 4 - Montagens de duas peças e do tipo dampa
Estas montagens assumem uma grande importância no caso das carabinas de mola que a cada disparo provocam uma vibração tal que pode deslocar ou mesmo danificar a mira.
Artigo publicado sobre
"Equipamentos e Acessórios de
Field Target"
na Revista Armas
& Munições
de Março/Abril de 2007,
pág.as 58 a 62.



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